É uma realidade nacional, sim senhor. Foi há pouco tempo que os portugueses aprenderam o significado de OPA. E, tal como a criança que não larga o brinquedo, também os portugueses gostaram tanto da palavra que agora "usam-na" a torto e a direito. Com "usar", entenda-se fazer (as OPAs está claro). Primeiro a Sonae, depois o BPI, e agora a Ibersol. Opas para aqui, opas para lá, e quase nos esquecíamos da sua homofonia - a OTA. Pois é, mas felizmente para Portugal há quem esteja atento aos anúncios do Governo. Carmona Rodrigues e a sua equipe da CM viabilizaram uma solução para o novo aeroporto, que passa por manter o velhinho da Portela. Quem trabalhe na TAP, sabe que aquele aeroporto sofre de graves carências infra-estruturais, e mais, de ano para ano vem crescendo o número de voos e destinos da companhia aerea portuguesa e até o fluxo de companhias estrangeiras tem aumentado. Isto tudo, faz com que o nosso velhinho da Portela comece a "ressentir-se" do intuito com que foi construído. E nem mesmo os alargamentos nas costuras do aerotrapo resolvem verdadeiramente a situação. Eu sou de opinião que um eficaz e funcional aeroporto teria de ser construído de raíz. Já a solução do governo, passa de um oito para um oitenta. Quem no seu perfeito juízo planifica a construção de um aeroporto nacional para as terras de Torres Vedras? Puxa, caramba, coitadas das pessoas em dois mil e binte nobe... Mais, há alguns dias recebi um comentário curioso de uma amiga minha. Ela confessava-me que o calor alfacinha era, e passo a citar, "um calor poluído", isto comparando com o calor campestre que ela conhece em Santo André. Queremos mesmo poluír os céus da região oeste? Ambientalistas, ajam! Intervenham!
Há tantos locais mais próximos e menos bonitos que Torres Vedras...
Sigam o exemplo do Sr. Carmona Rodrigues e arranjem soluções. Eu cá, vou pensando nisso...