
Hoje foi aprovada a lei da paridade. Tudo bem, se isto não tivesse demonstrado mais uma vez a atenção dos deputados aquando das votações na Assembleia da República. Vejamos primeiro o conteúdo da lei. A partir de agora os partidos estão obrigados a incluír pelo menos um terço de mulheres em lugares elegíveis nas listas para eleições legislativas, autárquicas e europeias. Numa altura em que se fala recorrentemente de discriminação, faz sentido criar um regime que impõe uma lista destas? Vejamos, existia anteriormente alguma lei que impedia o acesso das mulheres às listas para eleições? Não. Então não é esta obrigação uma clara discriminação aos outros deputados que consideravam fazer parte das listas?
Atenção, eu vejo com bons olhos a participação na política de qualquer cidadão - homem ou mulher - mas qual é a legitimidade de impor um número mínimo de mulheres às listas eleitorais? Enfim, estas são outras guerras para outras discussões.
Relançando o assunto polémico de hoje, leia-se - O que fazem realmente os deputados na AR? Pouco tempo depois do quorum, tivemos hoje um brinde digno de qualquer jogo televisivo (um deles começa por "Quem", acaba em "Ganha" e lá para o meio tem "Quer"). Na primeira votação, o registo electrónico da Assembleia da República apurou um chumbo da referida lei. O irónico é que ela foi apurada. Como? Para ser apurada, a lei da paridade precisaria de 116 votos favoráveis (na primeira votação apuraram-se 111). Face a este resultado, os deputados, indignados, reclamaram junto de Jaime Gama alegando que o seu voto não teria sido contado. O que terão eles dito ao presidente da Assembleia? "Desculpa lá, oh Jaime, mas não fui a tempo de carregar no botão!". O que é facto é que as reclamações foram aceites, e após assinarem uma folha de presenças, os indignados lá viram a lei aprovada.
Só em Portugal...
quinta-feira, 20 de abril de 2006
O Estado da Política
Publicada por
Filipe
quinta-feira, abril 20, 2006
- Filipe 6:39 p.m.
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Obrigado pela visita. Vou tentar...mas não prometo nada, "postar" um tema por dia. Aos fins de semana há menos movimento e tal...por isso provavelmente não terá notícias.
Parabens pelo teu site tb! Tenho de te ensinar a por links aqui de lado...
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comentários:









Caro amigo, parabéns pelo belíssimo e original blog. Quanto a este assunto, é bem comentado e interessante a aboradagem, uma vez que , ainda que omissa, a ideia de que as mulheres tenham que ter representatividade parlamentar esteja entre nós, ninguém a comenta. A lei da paridade, lei ordinária que carecia de maioria simples- cento e quinze mais um -, foi em boa hora publicada; esperemos que a AR não cometa os mesmos erros que vem cometendo pelos representantes do povo, Deputados, e as mulheres garantam a sua presistência e luta pelas melhores ideologias que devem reger o país.